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28 de set. de 2014
Victoria II - Tragam esse jogo de volta!
Para aqueles que olharem postagens anteriores saberão muito bem que já fiz menção a vários jogos da Paradox aqui; os grand strategys pelo menos. Mas, como sabemos que Hearts of Iron III ira lançar um dia, vamos falar de um jogo que a Paradox não pode, MAS DEVE fazer uma continuação. Esse jogo é Victoria.
Para aqueles que não conhecem a série do Victoria (que inclui Victoria com a expansão Victoria: Revolutions) é um dos clássicos jogos de estratégia da Paradox. Nesse porém, você ao invés de viver como um senhor feudal ou seja lá que diabos seu país for do fim da Idade Média e começo da Idade Moderna; Victoria você vive o mundo em seu ápice revolucionário. Você começa o jogo em aproximadamente 1830 (infelizmente só tem duas bookmarks) e pode escolher entre vários países. E então será seu dever liderar os aspectos econômicos, políticos, produtivos e afins. Mas analisemos um por um.
Victoria II tem duas expansões, A House Divided que traz os eventos da Guerra de Civil Americana e Heart of Darkness que melhora o sistema de colonização do jogo original. Comecemos pelo aspecto geral do jogo.
Existem várias maneiras de seu país se classificar no ranking mundial; três deles são essenciais: prestigio, indústria e militar. Com a somatória desse placar se aplica o seu ranking que pode subir ou descer dependendo do que ocorrer em seu pais. Isso nos leva a questão de civilizações civilizadas ou não. Existem 3 tipo níveis de civilização; países civilizados (ocidentalizados) países parcialmente ocidentalizados e países incivilizados (não tem nada de ocidental).
Existem 3 níveis de países, super potencias (que são os 8 países com melhores rankings), potenciais secundárias e o resto. Se tornar uma potência permite a você fazer tudo que uma potência pode fazer: fazer uma esfera de influencia, conseguir matérias primas mais rapidamente no mercado, interferir em guerras que você pode não ter nada haver, decidir o futuro de outros países em crises, colonizar, a muitas vantagens em ser uma potência, mas o caminho até lá é duro e pode ser fatal, ainda mais quando uma potência não quer perder seu espaço.
Existem 9 barras de informações: uma de produção destinada a você saber como está indo as indústrias de seu país e manipula-las de acordo com seu interesse e até onde sua política permitir; uma de economia onde você pode aumentar ou diminuir impostos de grupos e manejar todos os gastos públicos bem como colocar tarifas para importação; uma de tecnologia para você desenvolver vários aspectos de sua cultura, indústria, militar, educação e afins; uma de política para você organizar revoltas e partidos para manejar seu país; uma de população para você ver como ela cresce, seus dados e incentivar pessoas a mudar de vida (como exemplo, transformar aristocratas em capitalistas); uma de comércio para você decidir o quanto sai e o quanto fica (micromanagements que eu por exemplo, não tenho paciência); uma de diplomacia para você ver seu status no mundo e cuidar da sua esfera e relações externas e uma militar que cuida do quanto de reservistas, generais e afins você tem.
Talvez um dos aspectos mais interessantes de Victoria II seja a capacidade de você alterar a política. Claro você pode ignora-la quase que por completo, mas seria chato pois ai você não poderia ir completamente louco nisso. Você pode fazer projetos malucos e até mesmo ter revoluções no seu país pois essa era a época que o mundo viu as mudanças mais improváveis e inovadoras, sem falar que também foi a época para se criar utopias, que resultam em novos partidos políticos e afins. Remodelar a história como qualquer jogo de estratégia da Paradox e criar um universo paralelo muito estranho as vezes.
Tudo isso se você souber jogar com as cartas certas. Victoria II precisa voltar num jogo que mantenha todas essas características que o deixam tão divertido: sua política, seus governos e seu sistema de indústrias (mesmo que esse seja um pouco complicado de se entender).
Victoria II junto Victoria com o pacote todo pode ser comprado na Steam num só pack, e realmente, apesar de eu não ter jogado muito de Victoria I eu já tenho umas 100 e poucas horas de Victoria II e três ou quatro jogos nas minhas costas.
E afinal de contas, quem não quer pegar um país e transforma-lo na coisa mais absurda e mudar a geografia para sempre? Como por exemplo minha monarquia parlamentarista brasileira em 1936 (quando o jogo acaba), ou minha ditadura facista no Camboja, ou até mesmo minhas colônias egípcias e madagascarense que perteciam ao Império Russo? Detalhe, nós mantivemos o czarismo até 1936 e construimos o canal de Suez...Com a Rússia czarista!
Outro aspecto que gosto muito do jogo são os jornais que vira e mexem pipocam com noticiais novas. É tudo muito temático baseado no partido que está no poder. Você pode dar golpes em parlamentos, intervir na economia e criar coisas absurdas, tudo se você usar suas cartas certo. Recomendo a qualquer um que goste dos jogos de estratégia do mesmo jeito que recomendo sem dó os jogos da Paradox pois felizmente ela não é uma EA da vida ou Activision que nos picota o jogos e vende em infinitos dlc's; e seus dlc's são completamente dispensaveis, até as expansões. E se você for para o multiplayer dos jogos mais recentes, os outros jogadores recebem essas dlc's enquanto estiverem naquilo. Que outra empresa faz isso por você mesmo? Não muitas creio. Esperemos que do mesmo jeito que veio Europa Universalis IV; que virá Hearts of Iron III, tomara que vejamos um novo Victoria III, similar ao nosso II e talvez uma versão melhor de Sengoku.
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