Um blog sobre minha vida pacata e muitas vezes criticada

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3 de abr. de 2015

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AGORA ESTAMOS AQUI

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THE MOTHERLAND NEVER DIES


31 de jan. de 2015

Disciples 3 - Renaissance

Eu tenho esse jogo a um certo tempo e realmente não sei do porque não comentei antes. Na verdade vou aproveitar que joguei esse troço o dia inteiro e vou comentar a respeito.
Disciples 3 é um jogo que se passa num conflito mundial onde a igreja ortodoxa; ah ok eu parei. Mas realmente, parece e muito a cruz da igreja ortodoxa. Enfim. Vamos a seriedade.
A verdade é que existe uma coisa muito forte nesse jogo: a estética e a história por si só. O mundo de Disciples 3 é grande, grande demais. O jogo tenta passar o máximo que pode nas telas de carregamento entre os atos e as vezes por conversas entre os personagens em ação (e com conversas digo, leituras pois a única voz que conheço é de Lambert na tela entre atos onde e ele narra a jornada). Evitando spoilers (pq eu simplesmente amo a história e temática desse jogo), vou falar da estética do jogo. Existem três facções se bem me lembro (passei uns meses sem jogar), o Império que são os humanos e sua pseudo-igreja ortodoxa e todo seu estilo gótico que basicamente parece Warhammer Fantasy. A Aliança dos Elfos que está fazendo o inferno mundo a fora (sim, um jogo de rpg em que os elfos são fdp's como toda a raça maldita deles) e as Legiões do Inferno (literalmente). Existem também orcs, globins e outras bestas selvagens que chão chamadas de greenskins muitas vezes (ULTRAMARINE) entre outros humanos "neutros" que não passam de bandidos dessa época caótica. O jogo em si é bem simples: um tabuleiro de movimentação com "peças" amigas e inimigas. Estruturas que garantem buffs para o cenário de batalha ou de movimento. Coisas como recuperar X quantidades de pontos de movimento ou aumentar em X% algum atributo ou alguns atributos. Pesquisa de feitiços de niveis diferentes e de efeitos diferentes. Desde buffs a ataques no tabuleiro. Você também pode criar runas desses feitiços e coloca-los na mão de seus heróis que os usaram em um cenário de batalha. Itens, heróis, níveis de experiencia que fazem as peças básicas evoluirem. É basicamente um daqueles rpgs hardcores com várias atributos e feitiços. Até guerreiros de níveis avançados possuem efeitos especiais.
Se você não acredita o quanto pode ser complicado esse jogo, eis o print da criatura que eu tive de lidar hoje mais cedo.
Vocês podem notar que atrás o cenário de batalha. É muito simples, um tabuleiro minusculo que as vezes possui obstaculos e tipos de terreno que dão buffs a determinados tipos de ataques. Na prática existem três tipos de ataques: mágicos, corpo a corpo e a distancia. Alem de poder invocar criaturas com runas ou no mapa mundi com mágicas diretas. É, eu as vezes curto um RPG hardcore.
Existem também cidades que podem ser tomadas e assim geram mais recursos no mapa mundi, recursos esses que fica cada vez mais diversos conforme a campanha progride, você começa com mana básico, azulzinho e bem mágico e talz. Isso e ouro e pedra. Porém você logo é introduzodo aos manas de fogo e de terra e cada mágica para ser pesquisada, precisa de determinada quantidade de mana e as construções em sua capital (é só la que voce pode construir). E lá que fica sua peça principal, seu "deus" por assim dizer. Sao unidades de alto nivel e de alto dano. Eu já enfrentei a lider da Aliança Elfica agora a pouco, ela possuia lvl 63 e era uma maga com mais de 3k pontos de vida. Só a derrubei graças a vários guerreiros de nível maximizado e heróis e com isso descobri que eu havia retirado de vez os elfos do mapa. O que é bom pois as peças dos elfos são insuportáveis.
Eu vou parar de falar pois estou me sentindo redundante. Porém vou colocar em caps lock algo importante: PORQUE ISSO PARECE TANTO COM WARAMMER FANTASY!?
O que eu acho? Acho um bom jogo apesar de meio confuso as vezes. Por exemplo, eu sempre soube que undeads tinham problemas com healers pois elas causavam dano a esses. Infelizmente nesse jogo não, mas eu lembro que vi uma parte em que minha healer parece que causou SIM dano a alguns undeads que eu estava lutando. Então não sei bem.
As artworks bem como os cenários e modelos são sem brincadeira, muito bons mesmo. O jogo é realmente bonito, especialmente na história grande e que infelizmente não é tão profunda quanto podia ser e seu estilo de ambiente e de aparencias.
Como o nome diz, esse é o terceiro jogo da série e eu nunca joguei os anteriores. Isso pois eu peguei esse jogo em uma promoçao por curiosidade. E realmente esse jogo tem me agradado. Os elementos de rpg junto com a temática tem me agradado muito e tambem, mesmo que rasamente, o elemento de rts de coletar recursos para pesquisar mágicas, construir coisas, contratar unidades e comprar itens de mercadinhos de terceiros é algo que te deixa animado com as premissas desse jogo.
Eu tenho achado bom, apesar de parecer relativamente curto para o que poderia ser, mas acho que todos poderiam dar uma chance, mas acho que para os que tem dúvidas é bom esperar uma promoção. Eu peguei na promoção o pacote que incluiu Disciples 3 - Renaissance e Disciples 3 - Ressurection. Esse segundo parece que passa depois dos eventos de renaissance e incluiu uma facção de undeads que se pode jogar. Também é bom notar que você pode pegar entre as três facções e fazer suas próprias linhas históricas e com suas unidades próprias que tem seus modos de agir e sua ambientação diferentes e liderar as três facções cada uma em seus objetivos para lidar com essa profecia e esse "anjo" que subitamente surgiu nessa época e caos.
Acho que nesse caso é tudo que posso dizer de Disciples, uma vez que ainda nao terminei nem a primeira vez de jogar isso. Mas como eu disse, pelo estilo, história e forte caracteristica de rpg bem mais detalhado, acho que vale a pena todos darem uma chance pra esse jogo, mesmo que o combate pareça um jogo de xadrez sem regras.

22 de jan. de 2015

Azimov para a História

Como um aspirante a historiador (ou pelo menos uma pessoa que goste de escrever sobre história) existe uma coisa que eu sempre temi a respeito dessa área: não ter uma boa bibliografia. Conforme eu fui me aprofundando em história eu vi que história não era apenas o ato de relator o que ocorreu, mas de até mesmo definir motivos pelo o porque ocorreu. E conforme eu fui explorando filosofia eu aprendi também que não existe verdade absoluta e com história eu apenas vi que ela não existe mesmo. Então eu gosto de seguir a idéia ler o máximo possível de material a respeito e ver os pontos que pareciam principais para tal ato. Isso é algo que em um dos romances de Asimov me trouxe a tona esse medo natural, mais especificamente a série Fundação.
Eu creio que já tenha falado de Fundação aqui no blog por isso vou falar a parte que me lembra esse medo. Foi na cena onde o que se não me engano era um dos bambambam's do Império falava que ele não fazia pesquisas de campo e que apenas fazia a relação de autores diferentes até chegar na conclusão baseado nas notificações que outros autores faziam. Apesar de isso parecer uma pesquisa histórica comum me veio a cabeça o pensamento: é dificiu olhar ao passado, imagine então quando ficarmos cada vez mais distantes dele então.
Eu sempre pensei que é bom para pesquisas históricas ler documentos originais da época (mesmo que eles possam estar impregnados de pensamento da época) então imagine o quanto pode ser dificiu ler os documentos originais mais os autores mais contemporaneos. Imagine isso não em 10, 20 anos...Imagine em 100, 1000, oras 10 mil... Vamos supor como pode ser complicado para um historiador no século XXXV falar sobre a Idade do Bronze! Pense quanta coisa pode ser perdida no meio tempo e quantas escolas de pensamento podem surgir. Quantos renomados trabalhos podem surgir.
Talvez a solução seja se focar em uma determinada área da história, sim isso seria bom de todo modo, porém não ira reduzir meu medo a respeito do "achatamento" da pesquisa histórica. Sobre isso quero fazer um leve exemplo para ilustrar meu medo:

Suponhamos que exista um historiador chamado Kiko. Kiko diferente da história mais complexa, quer apenas nesse caso fazer um trabalho direto aos eventos e não as causas. Sendo assim ele pretende pesquisar sobre a área C. Porém Kiko não é do século XXI. Ele é de muitos anos no futuro, do século XXXV. Por ser mortal ele não tem todo tempo do mundo para ler tudo a respeito então aqui entra a pequena corrente que me causa medo:

Documentos originais da época incluem A,B e D. Os primeiros a falarem sobre C foram E, F, G, H e I. Estes leram os documentos originais. A segunda geração que falou sobre C leram tanto A,B,C como leram E,F,G,H e I; isso gerou a geração A¹, B¹, C¹, D¹, E¹, F¹. Passaram-se várias gerações e chegou-se a Kiko. Kiko vendo tamanha quantidade de informações acabou seguindo a idéia de ler A³,B,³C³,D³,F³,E³, etc ao invés de conferir A¹, B¹, etc. Isso pela quantidade de informações e porque tanto A³ até E³ lerão não as obras de A~F¹, mas sim as obras de A², B², C², etc. Que por sua vez leram as de A¹~F¹ sem consultar A~I.

Essa quebra de "tradição" na minha modeste opinião é bem real e pode ser bem problematica para gerações futuras. Nós literamente perderemos o contato físico e direito com os originais e acabaremos dependendo da visão de alguns derivados sobre os originais. Seriamos a derivação do derivado. E isso me preocupa. Isso pois além de deixar as futuras obras sucetiveis a manipulações (mais do que já são), podem acabar caindo na mesma decadencia academica que ocorreu em Fundação. A pessoa para de fazer o "trabalho de campo".
Claro que poderiamos tentar suprir esse problema com resumos, introduções e versões condensadas, mas novamente, isso é uma obra² sobre uma obra¹ que tentaremos basear nossa obra³ sobre. Então isso me causa uma leve preocupação, até mesmo hoje a quantidade de informações podem ser um pouco densa.
Outra solução seria seguirmos uma escola de pensamento. Porém isso me preocupa também pois nos tornaria um tanto limitrofes. Claro que isso podem também ser medos irracionais e eu posso não entender porra nenhuma de como se faz um trabalho academico, mas sabe...Eu não consigo largar esse medo da cabeça. E como eu disse no exemplo de Kiko. Isso é apenas relatar os fatos, imagine ter de fazer uma obra mais profunda sobre a mudança para que X ter virado Y.
Talvez o ponto aqui é sobre a importancia não só de ler os contemporâneos, mas também os clássicos e até mesmo os originais se possiveis. E como eu disse, do século XXI para o século XXXV pode-se perder muita coisa. Papel detelhora por exemplo e podemos acabar dependendo de réplicas que podem ser tão pouco confiaveis como várias coisas que muita gente chama de "originais".
Isso é só um pequeno pensamento que eu queria compartilhar com vocês e deixar claro esse medo que me assola. Espero que no século XXXV não só tenhamos as coisas do século XXI como até mais, ponho muita fé, mas esse medo não deve me largar por essa vida se não por essa encarnação.

21 de jan. de 2015

Лучший теоретическая

Apesar da imagem ser da editora Boitempo (plot twist, ainda quero entender pq de boitempo) eu achei uma maneira bem legal de espalhar a mensagem por ai.
Ps: Лучший теоретическая часть вторая

16 de jan. de 2015

O Nazismo em 2015

Eu achei isso no facebook de uma pessoa que estava reclamando de ter havia a redemocratização. Esse é o tipo de gente que apoia Bolsonaro ao que tudo indica. Agora eu pergunto pra vocês: isso é ou não é meramente nazismo? Que esse tipo de atitude seja denunciado por toda a internet pra essa corja maldita que tem se abrigado nas redes sociais para espalhar suas mentiras seja exterminada uma por uma até que nunca uma erva daninha dessas cresça na face da Terra. É exatamente esse o tipo de gente que apoia Bolsonaro e ltda.; nazistas, pessoas recalcadas que não suportam perder eleições e fazem algo que se bobear não passa de conspiração contra o estado.

15 de dez. de 2014

O legado de Fiodor Dostoievski

Eu nem de longe sou especialista sobre Dostoiévski, nem de longe li tudo que ele já escreveu ou até mesmo sei sua vida além da biografia resumida de Wikipédia. E por sinal eu só li um livro e um quarto (eu li Memórias da Casa dos Mortos em inglês e estou na metade do primeiro livro de Irmãos Karamazov), mas sinceramente, já posso dizer que Dostoievski é obrigatório como um clássico e ele foi o responsável por me introduzir a literatura russa.
Quando eu li Memórias da Casa dos Mortos, eu não fazia idéia do que eu estava nas mãos. O nome Dostoievski para mim era meramente familiar e eu simplesmente li no começo sem saber o que me esperava. Eu fui atraido mais pelo nome como ocorreu comigo várias vezes (e com várias decepções também) e conforme eu lia, percebi que não era ficção, e sim um relato. E um relato muito bem escrito e detalhado diga-se de passagem. Após terminar este livro entretanto, eu fiquei com uma "fome" por Dostoievski. Eu gostei de Memórias e depois que vi no google de quem se tratava, eu realmente fiquei com ansiedade para ler suas obras. Eu dava leves olhadas na internet das obras dele. Não as lia, via suas sinopses e me atraiam muito. Diferente de Poe, o primeiro livro que estou lendo dele sem ser aquela obra de não-ficção, o Irmãos Karamazov, eu posso dizer que se os demais livros seguirem a qualidade, são claramente algo recomendável a qualquer um.
Todos nós dizemos como é facil fazer uma estóriazinha sobre problemas familiares, pessoais, economicos e drama e afins. Mas justamente por ser tão facil é tão difíciu achar alguem que o faça de uma maneira inovadora. Sem cair na velha chatice que vemos nas novelas aqui do Brasil. Não que todas sejam ruins (pessoalmente, eu gostei de Pantanal e assistia Uma Rosa com Amor, mas não achava lá essas coisas [ambas eu via porque ficava no pc, mas capitava as coisas]), mas é que é justamente aquilo que mata a arte: mais do mesmo. O estilo se desgasta e logo se torna algo chato, repetido e cansativo. Apesar de hoje dizermos que não existe um estilo vigente (coisa que eu não concordo muito não), é perceptível quando algo vive se repetindo.
Acho que todos deveriam dar uma chance ao tio Dost (sim, eu o chamo assim), seus trabalhos sao muito bons e sao um colorio para alma ao meu ver. Tanto pelo estilo quanto pela trama.


Ps: Não sou noveleiro.

27 de nov. de 2014

Coleção Folha As Grandes Guerras

Graças ao bom deus eu tenho estado mais voltado para áreas diversificadas da história mundial, mas um dos motivos de eu gostar de história, certamente foi meus contatos com a 2° Guerra anos atrás. Mas é sempre bom voltar as origens, mesmo que coleções simples. Não digo que seja ruim, mas não querendo me achar, mas acho que só a guerra em si eu já dei uma bela assimilada e tenho focado-me mais no teor ideológico e toda aquela lenga-lenga que as pessoas dormem na escola. Enfim. Eu quero falar de antemão que eu acho que essa série poderia ter sido melhor aproveitada e explorada se fossem feitos livros grandes e não fascículos como tem sido feito (mas conhecendo a doutrina mercenária, isso nunca vai rolar). Anyway... Fatos são: a coleção trata da 1° e 2° guerra (DUH!) mundial e traz coisas de maneira mais ampla e profunda que outras coleções que eu vi por ai. Normalmente nós vemos só o palco europeu, dessa vez eu notei uma diferença pois colocou o palco na Ásia e também outras regiões como os a frente no Oriente Médio.
Vamos aos dados técnicos da coleção: a coleção tem um total de 20 volumes, 8 dedicados a primeira guerra enquanto o resto é dedicado a segunda. Os fascículos são bem feitos na minha opinião: capas duras e cheios de fotos e mapas grandes uma vez que cada um deles é bem grandinho. Fotos de propaganda, dados de generais e políticos, dados das batalhas entre outras.
Para o padrão dessas coleções que vemos por ai exaltando a 2° Guerra (apenas) essa coleção da Folha está se superando.
Única real reclamação que eu tenho é o modo como a coleção está sendo feita e o preço cobrado per fascículo, mas eu entendo o ponto. Para as coleções por ai, eu acho que vale bastante a pena, até porque tem várias fotos e mapas muito ilustrativos e dados que a outra maioria das coleções não tem.