Eu nem de longe sou especialista sobre Dostoiévski, nem de longe li tudo que ele já escreveu ou até mesmo sei sua vida além da biografia resumida de Wikipédia. E por sinal eu só li um livro e um quarto (eu li Memórias da Casa dos Mortos em inglês e estou na metade do primeiro livro de Irmãos Karamazov), mas sinceramente, já posso dizer que Dostoievski é obrigatório como um clássico e ele foi o responsável por me introduzir a literatura russa.
Quando eu li Memórias da Casa dos Mortos, eu não fazia idéia do que eu estava nas mãos. O nome Dostoievski para mim era meramente familiar e eu simplesmente li no começo sem saber o que me esperava. Eu fui atraido mais pelo nome como ocorreu comigo várias vezes (e com várias decepções também) e conforme eu lia, percebi que não era ficção, e sim um relato. E um relato muito bem escrito e detalhado diga-se de passagem. Após terminar este livro entretanto, eu fiquei com uma "fome" por Dostoievski. Eu gostei de Memórias e depois que vi no google de quem se tratava, eu realmente fiquei com ansiedade para ler suas obras. Eu dava leves olhadas na internet das obras dele. Não as lia, via suas sinopses e me atraiam muito. Diferente de Poe, o primeiro livro que estou lendo dele sem ser aquela obra de não-ficção, o Irmãos Karamazov, eu posso dizer que se os demais livros seguirem a qualidade, são claramente algo recomendável a qualquer um.
Todos nós dizemos como é facil fazer uma estóriazinha sobre problemas familiares, pessoais, economicos e drama e afins. Mas justamente por ser tão facil é tão difíciu achar alguem que o faça de uma maneira inovadora. Sem cair na velha chatice que vemos nas novelas aqui do Brasil. Não que todas sejam ruins (pessoalmente, eu gostei de Pantanal e assistia Uma Rosa com Amor, mas não achava lá essas coisas [ambas eu via porque ficava no pc, mas capitava as coisas]), mas é que é justamente aquilo que mata a arte: mais do mesmo. O estilo se desgasta e logo se torna algo chato, repetido e cansativo. Apesar de hoje dizermos que não existe um estilo vigente (coisa que eu não concordo muito não), é perceptível quando algo vive se repetindo.
Acho que todos deveriam dar uma chance ao tio Dost (sim, eu o chamo assim), seus trabalhos sao muito bons e sao um colorio para alma ao meu ver. Tanto pelo estilo quanto pela trama.
Ps: Não sou noveleiro.

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