Um blog sobre minha vida pacata e muitas vezes criticada

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7 de jun. de 2013

O Convento - Capítulo I

Primeiro Alinhamento.

Julgamento - Imperatriz - Diabo - Louca







Existe um antigo ditado que se expandiu por toda Mundus, desde os tempos primordiais, onde as raças nunca haviam entrado em contato uma com a outra. Era um ditado universal, espalhado pelas divindades para que todos soubessem o inevitável destino de todo morta;

" -Aquele que viver em Mundus, mortal é. Mortal sendo, conhecem apenas apenas uma lua; tu que deixaste de ser mortal, mais vinte e uma decorar terás e suas posições treinar."

Mundus é o mundo mortal, um lugar onde todos vivem suas vidas de acordo com o tempos; e ao morrerem, cada um crê em lugares diferentes para ir após suas mortes. Não importa quem seja ou em que parte de Mundus você viva; a vida que levou ou os pecados que cometeu. Todos que morrem em Mundus tem suas almas enviadas para outro mundo, um mundo no meio termo. Conhecido por todos que tiveram que passar pelo mesmo ou os que o criaram como Convento. Lá, divindades e almas atrás de paz continuam a conviver de diferentes modos. Alguns hostis, outros amigáveis, variados. Do incontável tamanho do Convento, também são incontáveis seus caminhos para a paz. Perpetuado em uma noite sem fim, vinte e duas luas dominam os céus e a cada noite quatro das vinte e duas se alinham. Dizem que ao ocorrer isso o dia é influenciado por propriedades magicas que quase ninguém entende. Quando uma alma mortal entra nesse plano de existência, ela será atirada a perigos sem proteção, apenas com equipamentos recebidos com base na vida do recém-chegado. Existem três lugares principais nesse mundo, as enormes florestas de Woo, dentro das muralhas do Convento; o próprio Convento, um castelo gótico na frente das luas que é um corpo negro em fundo azul escuro com as esferas irmãs dançando e por fim o subsolo, onde é crido que as divindades cruéis vivem junto com exércitos de almas loucas e criaturas perigosas que já eram suficientes dentro do próprio Convento. Naquele dia como em todos os dias, de toda a parte de Mundus mais mortais morriam e chegavam aleatoriamente nesse purgatório. Naquela clareira, o primeiro alinhamento daquele pequeno grupo tinha se formado, sobre as luzes do Julgamento, da Imperatriz, do Diabo e da Louca. A luz era fraca e as árvores formavam um circulo ao redor daquelas figuras caidas e espalhadas pela terra batida, naquelas sombras eram indecifráveis, mas logo com alguns minutos uma das sombras começou a se levantar; usando couro fervido pelo corpo com algumas placas de metal aqui e ali, refletindo parte da luz lunar. O phazer tinha na cintura presa uma adaga de ferro, sem nenhuma bainha e um escudo de madeira ao lado dele. Reclamando de dores conforme se movia a passos de tartaruga até cair deitado de barriga para cima. Olhando para o céu enquanto a visão embaçada começava a se ajustar aos poucos. Ao notar as quatro luas de cores diferentes, perdeu a capacidade de respirar por alguns segundos enquanto a mente que corria desesperada até desfocar e focar no corpo jogado a alguns metros de distancia. Usando robes com um cajado de madeira a centimetros da mão direita. Era humano e parecia abaixo da idade madura dos humanos. O phazer levantou-se rapidamente com poucos sons de sua experiência em seu oficio de submundo, puxando a adaga na mão direita e deixando o escudo de lado, andou devagar e silenciosamente até o cajado e pegou-o, atirando-o e causando um som seco que por sorte não causou o despertar da pessoa jogada. Guardando a adaga, a mente do phazer estava voltando a correr em desespero, tentando entender onde se encontrava e como havia parado naquele lugar. Até olhar novamente para o humano. Definitivamente era uma garota que usava robe de maga. Sem o cajado ela era quase indefesa e conforme a tentação passava pela espinha do dominante, um sorriso perverso surgia em seus lábios e a calda animadamente se mexia. Ajoelhando-se atrás dessa, embainhou a adaga novamente e ia procurando um modo de puxar o membro já um pouco endurecido e colorido de entre as amarras das calças de couro cru.
Porém um farfalhar de folhas nas árvores ao redor o fez parar de puxar o membro e guarda-lo rapidamente. Puxando a adaga, não conseguiu o tempo até olhar no reflexo de uma das placas de metal na mão aquela cubitey com o cajado de madeira apontado para sua nuca. Amaldiçoando em silencio, logo a garota acorda aos poucos; assustando-se ao notar a situação e sair o mais rapido possivel de debaixo do phazer.
" -Tu es um monstro sem coração, correto depravado phazer?"
Mordendo o lábio inferior em um ódio profundo pelo desatentismo que havia feito como um completo novador. A garota pegou o cajado de madeira e apontou-o também para o refém deixando-o preso por trás e pela frente. O phazer ergueu de leve a cabeça que estava com orelhas abaixadas e um suor frio escorrendo pelo rosto. Observando a menina até notar que no pescoço dela havia uma pequena protuberância, quase inotável, mas outra vez; não era nenhum novato em noventa por cento do tempo. Porém o reflexo da placa de metal da mão direita mostrou como a maga  que ameaçava sua nuca havia abaixado a guarda naquele momento, observando o garoto ao que tudo indicava. Em um movimento rápido jogou as pernas para trás acertando as canelas da cubitey fazendo-a gemer de dor e começar a cair. Ao tentar acertar as pernas do garoto com as mãos, foi respondido com um pontapé bem no rosto, fazendo-o arquear-se para trás e se jogar no chão com ambas as mãos no nariz que sangrava. O garoto dando um leve salto para trás ergue o cetro de madeira e proferindo algumas palavras na língua estranha, conjura uma mágica para atacar o sangue do agressor e piorar seus sangramento. Porém a mágica é quebrava no momento que uma dor de cabeça e sussurros cruéis que falavam de horrores impronunciáveis. O garoto soltava o cajado agarrando a cabeça e cabelos gritando enquanto a cubitey no chão tinha o cajado brilhando com as cores avermelhadas  do ataque na mente do garoto. O phazer engolindo a dor havia rastejado até o escudo e pegando-o com uma cambalhota e parando atrás da árvore enquanto os dois magos se matavam. Suspirando enquanto planejava algo rápido para poder sair pelo menos vivo de um combate de peito com dois magos. Porém o pensamento foi cortado pela espada que se cravou ao lado de seu rosto. Com o susto, o rosto do mesmo se ergueu rapidamente e fitou a imagem do que parecia ser uma humana semi-nua. A mesma era um tipo pouco comum de se encontrar e ignorando o phazer após chamar a atenção deste e presentear-lhe com um olhar bem frio. Dando a volta na árvore, o garoto continuava gritando atirado no chão com a cubitey de pé, apontando o cajado para o mesmo. A misteriosa figura estala os dedos da mão esquerda fazendo o fluxo de magia cessar. O garoto se recuperando aos poucos e correndo para o cajado, ignorava a figura enquanto a cubitey sacudia o cajado confusa. A suposta humana colocando as mãos na cintura então espera que se toquem de sua presença e começa aos poucos a falar enquanto ambos os magos confusos e machucados em vários sentidos.
" -Vossa atenção é complicada de ser adquirida correto? - falava em tom monocórdico - Tu que és pequeno deveria respeitar os mais velhos, e que tu fazes aqui metendo-se em vida alheia, azuladinha?"
O phazer não conseguia se mover, por mais que tentasse a boca não se mexia e suando frio pela situação rendida que estava. Só notou o olhar frio daquela que o havia posto naquela situação ao olhar para o lado. A mesma puxando a espada da árvore fez com que o corpo do mesmo pudesse se mover e confuso, mal podia se posicionar em modo de batalha contra aquela mulher. Como um ladrão experiente que era, colocou a adaga na bainha e segurando o escudo com firmeza, se pós de pé vendo os dois magos com seus cajados o observando.
" -Vossas pessoas hão de me seguir agora. - respondia a mesma, carregando a espada na mão direita - Posicionem-se atrás de mim e não tentem graças."
A mesma saiu andando em direção a escuridão da floresta e logo o phazer teve que ir na frente, uma vez que os magos não se moveram. Ficaram andando daquele modo até chegarem a uma área com um pequeno edifício meio em ruínas, passando o arco entre os muros. Os sequestrados tinham a visão clara como o dia, a ruiva com a espada adentrou a pequena e rasa piscina que havia no pátio de pedras cobertas por liquens; assumindo uma posição provocativa, dirigiu o rosto inquisidor aos três. O ladrão provocado pelo corpo e pela posição da mesma logo começa a erguer sua espada mais uma vez, precavido, mexe o escudo de madeira circular que tinha e segurando-o com as duas mãos na frente da cintura. Os três apesar de tudo estavam um ao lado do outro e reagindo de maneiras diferentes a mesma. A cubitey meio embaraçada alisa o cajado inconscientemente e o garoto humano abaixava o rosto, fitando a água e o reflexo dos três.
" - Vossos nomes."
Conforme respondiam, cada um levantava o rosto um pouco fitando de canto a ruiva inquisidora.
" - Noa... - dizia o phazer - Noa Nokhem... Senhora..."
" -Zora Zorana - dizia o garoto - sou de Yuaggmz madame."
" -Darkness Aensland - dizia por fim a cubitey - se-senhora..."
A mulher ficando em silencio por um tempo fez um leve rosto sedutor, abrindo um pouco as pernas e adotando uma voz melosa. 
" -Eu vejo... Eu sou a deusa Allannin de Astra; senhora desse convento. Vocês almas recém chegadas estão no Convento. E serão meus primeiros servos fiéis se não quiserem encarar as consequencias - e dizendo isso pós a espada entre as pernas esguias -"
Porém o que deixou os três pasmos foi quando ela se referiu a eles como "almas recém-chegadas", Zora então se lembrou algo que havia estudado tempos atrás (ou na vida passada ao que se indicava) sobre o que ocorria com a alma ao se morrer; onde nas lendas antigas de todas as raças dizia que as almas teriam uma viajem atrás de descanso e que na terra onde ex-mortais e deuses vivem juntos em diversos tipos de relacionamento. A divindade passando a mão esquerda devagar pelo corpo e pelos seios, ela direciona o olhar para os três a cada um conforme ordenava.
" - Você garotinho, esquente os cômodos de meu palácio, - referindo-se ao pequeno prédio escuro, coberto de liquens e deteriorado - você querida Darkness, prepare-nos um banquete na cozinha e você Noa, vai banhar-me... E façam-no rápido ou... Digamos que as luas estão dizendo que hoje é um dia de pouca paciência e rápida decisão..."

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