Meu nome devera ser mantido em segredo para sempre, jamais a história devera lembrar-se de um monstro tal como o fui e sempre o serei. Eternamente danado a essa escuridão profunda e a essas risadas, óh, as risadas se tornaram o pior. Incessantes, irriquietas, agudas, penetram-me os timpanos e queimam-me os neurônios. Mas que meu destino seja também esquecido pois não isso ao qual devo-lhes ressaltar em tal documento. Chamem-me de Alex, sou um (ou um dia o fui) um bem-sucedido senhor de terras e dono de fábricas de locais de tecelagem. Minha casa jamais deverá ser lembrada igualmente, um lugar de eterna danação. Óh, agora enxergo-os e vejo que tudo poderia ter sido tão diferente... Entendam meus amados, estava em meus invernos agora e estava sem uma donzela radiante e de cabelos dourados. Enxergando-me solitário como um elefante macho, perdido nos desertos áfricanos para apenas encontrar ocasionalemente fêmeas oferecidas, devoralhes a tenra carne e afastar-me novamente. O único equivoco é que jamais fui um elefante e jamais fiz como tal, até invejo tais vítimas das ganáncias materiais. Se fosse um elefante em toda sua majestade poderia apoderar-me de fêmeas nem que por alguns pequenos momentos e não sofrer as terríveis dores da vida humana. Que se haja um Deus logo acima, perdoai minha alma bondoso Senhor. Mas onde andaste a ti meu pai que certamente vê que teu filhos choras e a ti jamais tomais uma atitute, bondoso pai. Abandonais-me como fez com teus filhos e filhas, teus tudo, teus nadas. Teus infinitos e teus finitos. Abadonastes a mim pai, bondoso pai que não faz a nada.
Sozinho e solitário eu via todos meus companheiros com suas duquesas, suas duquesas de corcéias vermelhos e cabelos bem presos debaixo dos chápeis de penas. Até aquele doce dia de um quente verão, mais quente que esse labirintos eternos aos quais minha alma e a mim próprio condenados estão. Aquela verão onde minha amada prima havia falecido, seu corpo posto em caixão de madeira escura e firme pelas pregas poderosas as marteladas dos danados a tal trabalho. Vestida nas sedas brancas vindas de uma Veneza que hoje não é mais a mesma. Os vitráis coloridos da gloriósa catedral faziam as luzes brilharem em mil e uma estrelas coloridas sobre seu busto e rosto. As mãos cruzada sobre a cruz de jade e marfim de vosso senhor Jesus Cristo. Chegara era minha hora de dizer-lhe o adeus. Alisei-lhe os cabelos com sutilesa, retirando-os do ninifico rosto. A pele pálida, macia, jovem e... Deus perdoe-me. Suculenta. Em vida sempre foi um doce de garota, apesar da sua saúde fraca e de suas constantes lutas pela vida. A pele vivía ardente com as incessantes febres que a molestavam... Até que após o último inverno sua nobre alma deixou a gritar a Deus "Chega-me! Dói demais meu senhor e Pai! Por seu divíno nome, por teu sagrado primogenito, por tudo que vossa grandeza construiu, faça-me parar de sofrer. Rogo a ti Pai! Faça-o por sua filha que descree na vida e ainda conserva o tesouro pois nenhum homem a deseja!" E do trono de ouro com um lampejar de mil e uma flamulas douradas, Pai nosso, que estais nos céus arrebatou-a para os campos onde anjos e martires descansam pela eternidade. O velório foi longo, durou-se até o fim dos raios do Sol brilhante. Na cripta, enterrada a mesma foi. E a mim voltar a meus aposentos do dia fui. Não ficaria tempo o sulficiente na cidade, fui-me lá apenas para esse serviço a minha amada irmã... Ela parecia tão tranquila, tão serena e tão feliz ao mesmo tempo. Não mencionarei o Maelstrom de pensamentos e sentimentos que tomaram meu coração, sentia que os cabelos embranqueciam naquela jornada de danação. Meu Pai pareceu-me piedoso, pois a porta de pedra parecia bem frouxa. Entrei-me facilmente e logo ergui a tampa (essa por sua vez, relativamente mais díficiu) e ao coloca-la o mais silenciosamente possível ao lado do pedestal (apesar de ter expantado corujas e corvos de penugens negras) lá estava ela. Igualmente semelhante a mais cedo, apenas com os cabelos no rosto novamente e meio remexida em seu leito. Os brutos que a carregaram não a manteram em seu devido lugar; livrei-lhe dos fios de ouro em seu rosto e fite-a profundamente. Outro assustador Maelstrom tomou-se de mim aquela vez e não sou um nem nunca fui um homem de vossa Santidade. Talvez por isso tudo tenha acontecido como ocorreu, o que ocorreu naquela cripta jamais devera ser escrito. A porta movia-se facilmente e eu tinha trazido meu lampião para o local. Direi apenas que quando minha prima se tornou a mulher que jamais conseguiu ter sido em vida ela ainda sangrou. No começo estranhei e podia jurar que um som abafado formou-se ao meu redor. Mas como sempre fui boêmio em minha faculdade de medicina, talvez tivesse perdido tal aula. Ao sair de lá, o puro desejo animal estava escrito em minha carne, eu não mais reconhecia meus pecados. Foi maravilhoso. Errado em níveis jamais admissiveis... E igualmente... Perfeito. Não iria deixa-la naquele buraco frio, jamais a deixaria lá.
Eu vocês podem saber, sempre tive um interrese em tecelagem, as maravilhas que as mãos as quais Jeová entregou a seus filhos, obras que nem mesmo própria Athena poderia viver sem... Principalmente a Hefesto. Não foi difíciu coloca-la em fazendas delicadas e densas para sua delicáda pele.
Foram meses, talvez anos... Seu corpo poderia detelhorar-se aqui e ali, mas meu real amor jamais foi desfeito. Até que ela não foi mais o sulficiente, outras foram requisitadas. Belas, todas tão belas como minha prima. Em meu porão havia uma expanção da adega que nunca usavamos. Criei uma parede sólida feito as muralhas de Roma e lá minhas damas descansavam. Vestidas como bonecas e doces flores como o dia que ainda respiravam. Naquele tempo tinha nojo das que ainda pulsam, eram quentes e soltavam funções biológicas. Noite após noite, invernos após invernos, meu harém aumentava e eu continuava a ama-las como se fossem únicas.
Mas aquela noite...
A noite em que com os rúidos malditos da mansão vazia me acordaram. Levantei-me suado e nem mais velas ou lareira brilhavam. A porta aberta e minhas esposas entrando se arrastando. Aqueles olhos abertos e vazios, algumas cambelando nas pernas detelhoradas, outras se arrastando-se como podiam ou tendo que ser carregadas pelas irmãs que as vezes se quer aguentavam. Eu não conseguia me mover, não conseguia respirar, não conseguia nada... Minha prima a mais detelhorada estava na cama ao meu lado, fitando-me com os olhos brancos e a pele acinzentada.
" Querido...", eu não mais as amava! Eram monstros! Deus observou a tudo e resolveu punir-me de uma vez. Subindo em minha cintura nos tornamos um por apenas mais uma vez. Eu mesmo enojado consegui chegar ao meu limite bestial e soltei-lhe o liquido da vida que só homens possuem. Ela sem se desconectar uma vez de mim mexeu as sedas brancas as quais cobriam quando seu vestido tornou-se frangalhos. A barriga estava grande, estufada e firme, o umbigo estava saltado e em partes de seu corpo eu via os vermes que negei o jantar comendo tempos atrás agora tomando o que era deles por direito.
" Querido..."
Não sei como explicar, mas aqui estou, no escuro, as risadas delas são insuportaveis. Elas queimaram minha casa, mataram meus animais e devoraram-lhe a carne ensanguentada e pulsante. Malditas. Maldito. Oh Pai! Por que puniste-me assim? Por que? Por favor absolvei-me de meus pecados! Por favor eu lhe imploro do fundo de meu coração, até a Sodoma e Gomorra você dedicou morte com menos dor. Pai amado, faça parar, o incessante chamar de minha esposa oficializada pelas forças malignas do tinhoso, minhas esposas secundárias que ainda tocam-me a cada segundo e exigem mais de minha vida. A cria a qual dei com a própria succubu ou que monstruosidade seja aquela. Por que não morro com a fome? Ou com a água? Ou com o cansaso?
Pai nosso que estáis nos céus, santíficado seja vosso nome. Ajude a teu filho nessa hora de desespero, para que nem mesmo no pior dos tártaros eu venha a ficar, apenas peço-te que me afaste delas, por favor, meu pai. Perdão! É tudo que seu filho pede em seu leito de morte!
Óh, meu sagrado Pai!
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