Um blog sobre minha vida pacata e muitas vezes criticada

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5 de jul. de 2014

Papers, Please.

Paper, Please é um jogo que eu venho acompanhando desde o beta (ou alpha, ñ sei) e posso garantir. Ele só cresceu desde aqueles testes gratuitos. No final do teste você podia até mudar um nome que poderia aparecer no jogo quando estivesse pronto. Obviamente seria difícil encontra-lo (até hoje não achei o meu)
Mas isso não importa. O que importa é: vale a pena jogar?
Obviamente que sim. Diferente de outros jogos você cria um elo emocional muito mais forte com os personagens do que em outros jogos que tentam forçar elos que nunca se formam (jogos acima do Call of Duty 4). Por mais genéricos que alguns personagens apareçam, alguns tem modelo próprio e você ira reconhece-los não só pelo sprite como pelo nome. Um exemplo clássico desse elo é quando você conhece Sergiu Volda; um dos poucos npcs que realmente lhe dão certa ajuda nesse clima que se forma ao redor de sua rotina de Arstotska (nunca vou aprender a escrever isso)
Especialmente no final do "quest" desse. (não vou spoilar por mais que eu queira)
É pura emoção, o pior são os elos emocionais que você cria com sua família (talvez nem tanto com seu tio e sogra; mas seu filho e esposa...). Sendo o cara da fronteira, você vai se deparar com as mais diversas historias super dramáticas ou nem tantos. Alguns favores que podem lhe dar dinheiro e lembre-se: esse jogo é brutal; muitas reações parecem bem realistas (você pode ser o cara mais bonzinho da terra; não mudara o fato que haveram pessoas que pouco se fodem com você). Eu a menos de 3 horas peguei um final mordendo minhas unhas. Foi uma verdadeira emoção especialmente com toda a ajuda dos demais personagens que conheci pelo jogo. Claro que é um jogo que você falha muito (não é nivel Long Live the Queen ou Democracy 3 (esses eu ainda farei review tb) onde você perde sem saber de onde veio). Você perde pois você deixa de cumprir ordens ou fiscaliza mal papeis ou é muito lento para processa-los. Ou seja pode combinar tudo; é a clássica coisa; se você for muito bonzinho você pode tomar no rabo facilmente. E no fim de cada dia quando você contabiliza as despesas, as vezes falta o dinheiro para tudo e você vai ter que escolher o que acontecera no dia: fome ou frio. E conforme o jogo passa; obviamente mais papeis, mas detalhes e mais regras que mudam o certo e errado em termos microscópicos. Não é um jogo para qualquer um. Ficar batendo carimbo e uma versão pífia de fps (bem late game tb) pode ser bem chato para muita gente e com razão. Eu tb fico muito cansado as vezes de ficar olhando papeis e batendo cartao e desesperado para não ter feito merda e a porra da M.O.A. (Minister of Administration) vir comer meu cu depois me dando multas (estilo URSS onde existia um minimo de eficiencia ou Gulag). Durante o jogo você terá clássicas coisas de qualquer drama real: poderosos corruptos que podem lhe foder bem feio caso você vá contra ordens deles (mesmo que cumprindo-as lhe foda tb); pobres sofrendo para tentarem entrar no pais atrás de uma vida melhor; gente querendo enriquecer pois o ambiente as fode. Como não gostar desse jogo? Tem 20 finais mesm que similiares, alguns simplesmente são completamente únicos na sua percepção. Se você jogar Papers, Please não espere nada muito OVER HYPED na gameplay. Se você jogar esse jogo você estara o fazendo pela história certamente; pelo ambiente e pela trama que esses possuem. Você pode fazer o papel que você quiser nesse jogo e muitas vezes haveram enormes surpresas na sua frente.
Claramente não vou continuar spoilando; mas eu recomendo a qualquer um jogar. Dê a esse jogo uma chance pois você não se arrependera de jeito algum.
E lembrem-se:
Glory to Arstotzka!
(imagem relatada de como jogo essa merda)

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