Eu vivo, consequentemente devo respirar.
Eu respiro, consequentemente devo viver...
Ou não. Cada ofegar, apenas outra dor, a exaltação temporária que lhe partilho na cama na verdade é apenas uma pontada de dor na carne. Carne esfregando em carne até ela esquentar, como se fosse fazer fogo com dois gravetos pulsantes...
Mas por que sofrer? Deixe-se levar pelo simples prazer por mais temporário que seja.
Tantos deuses vieram e se foram, no fim quase nenhum deles resolveu algo, no fim acabou mesmo se tornando apenas mais uma ferramenta de poder para nichos peludos e mal organizados. Códigos e morais são tão banais, ignore-os. Amor verdadeiro é meramente um conjunto de químicos. E dor, isso sim, é algo existente... Assim como prazer.
Corromper essa maldita carne, que tenta inutilmente se tornar um filé mignon. Aceite, você jamais ira passar do que uma puxada de bode.
Corrupção é apenas uma constante... Como toda essa maldita guerra.
Meu único desejo é ver esse mundo definhar em sua amarga verdade, corromper, até sua mais doce, pura e resistente raiz. Assim nossa dor passa.
Quando o mais fecundo solo tiver brotamentos dos mais coloridos fungos.
O fungo que é feliz.
Aproveitando-se de cada segundo, sem perder uma chance de se corromper. Claro que de todos os fungos o cogumelo é o mais potente.
Pelo simples fato de nós alimentarmo-nos deles e ainda considerarmos uma iguaria. Já somos corrompidos pela barriga.
Por que resistir a nos corromper pela mente? Ou pela alma? Será libertador, eu lhe prometo.
Totus, mundus, agit, histrionem.
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